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A 7ª edição da Bienal do Livro de Pernambuco, o mais tradicional evento literário do Estado, confirma a participação de grandes destaques da literatura brasileira. Este ano, finalistas de dois grandes prêmios literários, o Portugal Telecom de Literatura Brasileira e o São Paulo de Literatura, irão participar do evento, que acontecerá entres os dias 0 e 12 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco.Ronaldo Correia - por Flora Pimentel

Entre os finalistas do prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, deste ano, participam da Bienal Daniel Galera, Marcelino Freire, Maria Esther Maciel, Ronaldo Correia de Brito (foto), Salim Miguel e Silviano Santiago. O prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira oferece R$ 100 mil reais ao primeiro colocado, R$ 35 mil ao segundo e R$ 15 mil ao terceiro. A entrega do prêmio ainda não tem data definida.

A curadoria do Prêmio Portugal Telecom 2009 foi formada por Flora Sussekind, José Castello, Maria Lúcia Dal Farra, especialistas em literaturas brasileira, africana e portuguesa, com a coordenação da consultora literária da Portugal Telecom, Selma Caetano.

Também estão entre os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura Maria Esther Maciel, Ronaldo Correia de Brito e Silviano Santiago, que disputam a categoria de melhor livro do ano. O prêmio é de R$ 200 mil para os vencedores em duas categorias: melhor livro do ano e melhor livro do ano – autor estreante. O prêmio, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo, terá seu resultado anunciado no dia 3 de agosto, em cerimônia no Museu da Língua Portuguesa. O concurso é um incentivo à prática da leitura e à produção literária no Brasil.

Vários textos inéditos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935) foram reunidos em uma coleção, que foi apresentada nesta quarta-feira (24) em Lisboa por seu organizador, o colombiano Jerónimo Pizarro. Com o título “Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis”, Pizarro, junto com um grupo de estudiosos do autor, reuniu escritos nunca antes divulgados ou muito pouco conhecidos, entre os quais destaca-se um sobre o encontro entre o literato luso e o ocultista inglês Aleister Crowley (1875-1947).

“Chegamos a cada documento de maneiras diferentes. Unimos o que fisicamente estava disperso”, disse o investigador colombiano, considerado um dos maiores especialista na obra de Pessoa, à agência Efe. Entre os documentos mais valiosos, o organizador do livro destacou também uma dissertação do poeta sobre o fenômeno religioso do santuário luso de Fátima, onde milhares de católicos se reúnem desde o início do século 20, para celebrar as aparições de Nossa Senhora.

Pessoa, uma das figuras mais destacadas da literatura portuguesa, tem uma extensa obra que foi motivo de várias polêmicas, entre elas o leilão de seus documentos, realizado em novembro em Lisboa e na qual herdeiros e o Estado pediram os direitos sob suas obras. Para o colombiano, “Pessoa representa um universo plural. Tem tamanha variedade de estilos que é difícil se cansar de suas obras”, afirmou e se lamentou que, apesar de haver escrito em português, francês e inglês, seus trabalhos ficaram famosos tarde, fora de Portugal.

O fato de escrever em três línguas, segundo Pizarro, faz de Pessoa, o único escritor a “desafiar” a literatura nacional. O poeta, que dominava o inglês por ter passado boa parte de sua juventude na África do Sul, onde seu padrasto foi diplomata, escreveu grande parte de suas obras assinando com pseudônimos diferentes. Entres suas obras, publicou o livro de poemas “Mensagem” (1934) e o romance “O Livro do Desassossego”, o mais popular e reconhecido, que ficou famoso anos depois de seu falecimento, no dia 30 de novembro de 1935.

* Fonte: Folha Online

* escrito por Cristina Huggins

Mario BenedettiAntes de falecer Mario Benedetti vinha escrevendo um livro cujo título era Biografia para encontrar-me. Ele tinha 88 anos e ainda perscrutava os corredores do seu labirinto particular. A incansável trajetória em busca de si mesmo demonstrou que o percurso não é aventura de principiantes, exige perspicácia, disciplina e escrutínio da alma.  Julgar essa procura tema primário é lançar a inscrição do templo de Delfos “Conhece-te a ti mesmo” em um lugar simplório. Sócrates, que não sabia tudo, mas intuía muito sobre a condição humana, recuperou o prestígio do ato reflexivo e a satisfação de estar em companhia própria. Não foi por casualidade que a partir dessa inscrição ele construiu sua filosofia.

Benedetti não construiu uma filosofia no sentido estrito, mas apontou caminhos do conhecimento para tantos quantos achegaram o espírito à sua produção. Embora adoecido desde abril, pressentia que ainda tinha carícias para entregar e, assim, foi resistindo. Não é difícil imaginá-lo pensativo, sem pressa.  E quem a teria se pudesse destinar horas a fio com livro em punho ou, simplesmente, contemplando a luz da tarde, enquanto a brisa traz inspiração?

Impossível descrever Mario em dois ou três parágrafos. Penso nele como um paradoxo das estações, outono florescido de primavera. Sincero e comprometido, nunca esqueceu a delicadeza de anunciar a verdade na forma e medida exatas para curar olhos tímidos ou espíritos rebeldes. Sua obra é um receituário completo para dores de toda e qualquer natureza.

O poeta deixa saudades. Fãs ardorosos ou apreciadores recém-iniciados despertaram mais tristes há pouco mais de um mês, no dia 17 de maio. O tom melancólico, a princípio indecifrável, deu lugar à tristeza estampada nas manchetes dos cadernos culturais de vários países. Benedetti estava certo, “o esquecimento está repleto de lembranças”. Por isso, a cada dor, paixão, surpresa, delírio, espanto, ele estará presente. A obra desse escritor incomum haverá de confortar seus milhões de leitores e suas letrinhas mágicas repousarão sábias, em estantes, mesinhas-de-cabeceira e para sempre no coração daqueles que o amam.

Mimo 1: Veja, abaixo, vídeo da canção Una mujer desnuda y en lo oscuro (Mario Benedetti – Joan Manuel Serrat)

Mimo 2:  Deguste o poema Los formales y el frío.

Capa do livro

No próximo dia 27 , a editora E-leva Cultural lança o livro infantil O Ratinho Porcalhão, de Claudia Maniezo, que através do personagem Fredi estimula de maneira educativa a mudança de comportamento – diante de um desafio imposto pela natureza – sobre o tratamento do lixo.

Assim como seus amigos, Fredi gastava seu tempo curtindo banquetes, revirando lixeiras e largava todos os restos pelo caminho. Apesar dos conselhos, ele pouco se importava com a imundície, foi preciso estar em apuros para Fredi reconhecer as consequências de seus atos e modificar suas atitudes em prol do meio ambiente.

O livro faz um paralelo com a realidade e busca conscientizar os pequenos leitores a se tornarem grandes preservadores, a partir da redução, reaproveitamento e reciclagem do lixo comum. Hoje, Fredi – que era um Ratinho Porcalhão – já aprendeu esta lição e pretende dividi-la com todas as crianças.

A AUTORA – O Ratinho Porcalhão é o segundo título de Claudia Maniezo, que sempre trabalha com temas atuais em suas obras e busca oferecer o diferencial da boa leitura associada ao aprendizado prático. Seu terceiro título – Leleco: a Lebre Lelé – também já está com lançamento previsto e aborda, entre tantos assuntos, o tema drogas junto ao público infanto-juvenil.

Capa do livro

Chapéus pequenos, chapéus grandes, de todas as formas e todos eles divertidos. E até um chapéu de verdade, daqueles que todo mundo faz quando é criança, de presente no livro. Assim é o livro “Um chapéu para Daniel” o primeiro da publicitária , lançado pela Matrix Editora.

Daniel é uma criança que adora chapéus e possui vários modelos deles, mas existe um específico que ele gosta mais, o chapéu de papel. A obra estimula crianças de até 6 anos de idade a fazerem dobraduras e a interagir com o livro.